Apartheid,
Fascinação
Genocídio
me alheio em coletivo,
figuração.
Raul revira
Salvo
Inquisição
Linha do Equador
do livro Infinito, 2009
sábado, 9 de outubro de 2010
SIGNO
À Vanessa da Mata
Borboletas repousam
caladas
Gracejas piando
um encontro
Desencontro
negócio
sem encanto
um corpo nu
Que pena!
Eu querendo
um corpo desvelado
de significação,
sentido,
significação
Do livro Infinito, 2009
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
SUSPENSÃO
Coloco agora as formações focadas.
Suspensão.
As formações me vão direto,
ao que não foi expresso nos poemas anteriores.
Todas as palavras aqui caladas estão no lugar
daquelas, ocultadas.
E ainda esperam
significação.
Vago na escuridão desta massa ignorante
que ao desverlar-se
revela-me.
Contraste.
Sonho e realidade.
Rejeito qualquer interpretação do outro,
pois só a si mesmo e por si mesmo
o sonho pode ser pensado.
A esfera deste é o que interessa.
Deste que não está aqui,
diria então,
o próximo poema.
Suspensão.
As formações me vão direto,
ao que não foi expresso nos poemas anteriores.
Todas as palavras aqui caladas estão no lugar
daquelas, ocultadas.
E ainda esperam
significação.
Vago na escuridão desta massa ignorante
que ao desverlar-se
revela-me.
Contraste.
Sonho e realidade.
Rejeito qualquer interpretação do outro,
pois só a si mesmo e por si mesmo
o sonho pode ser pensado.
A esfera deste é o que interessa.
Deste que não está aqui,
diria então,
o próximo poema.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
SEMBLANTE
Faz sembalnte do que não é.
A sociedade te empurra ao lugar que não quer.
Onde mora ali, mesmo sem saber.
Deverás ser corrigida, adaptada.
E, jaz, agora,
sem nada mais
que a ti mesmo
negociando-te.
Corro às palavras
e cubro meu corpo.
Encaminho, urgente:
desde sempre me fui poema.
Somente de vez em quando
é que me dou por gente.
Os ventos me navegam,
juro que desde sempre.
Estou lá na abstração,
flutuando,
entre o real e o sonho.
Estou ausente do assunto de gente grande.
Conto moedas e trago a solidão.
Estou sempre me espalahndo em letras.
Reúno-me
título
faço poema, romance e conto:
nem te conto
não sou daqui
sou de lá
do antes da palavra escrita
quero escrever o indizível:
este refrão de mim mesma.
A sociedade te empurra ao lugar que não quer.
Onde mora ali, mesmo sem saber.
Deverás ser corrigida, adaptada.
E, jaz, agora,
sem nada mais
que a ti mesmo
negociando-te.
Corro às palavras
e cubro meu corpo.
Encaminho, urgente:
desde sempre me fui poema.
Somente de vez em quando
é que me dou por gente.
Os ventos me navegam,
juro que desde sempre.
Estou lá na abstração,
flutuando,
entre o real e o sonho.
Estou ausente do assunto de gente grande.
Conto moedas e trago a solidão.
Estou sempre me espalahndo em letras.
Reúno-me
título
faço poema, romance e conto:
nem te conto
não sou daqui
sou de lá
do antes da palavra escrita
quero escrever o indizível:
este refrão de mim mesma.
Assinar:
Postagens (Atom)
